Eu imagino o seu corpo banhado de sangue, jogado no chão, e é belo.
Eu imagino os seus olhos sorridentes me fitando.
Eu imagino os seus lábios correndo pele de cima a baixo.
Gozo e luto.
Luta e sangue.
Sangue e vida.
Desejo e morte.
"O oposto da morte é o desejo. Você se admira?"
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
No Tempo de Um Ponteiro
Um segundo, apenas um segundo...
O copo que se espatifa no chão.
Os lábios que se tocam.
A corda que se parte.
Os olhos que se encontram.
A gota que transborda.
Um segundo...
A bala que deixa a arma.
A faca que fura a pele.
O sangue que estanca.
A veia que se rompe.
O respirar que se suspende.
As mãos que se roçam.
Os peitos que se apertam.
O corpo que convulsiona.
Um sonho que se acaba.
O copo que se espatifa no chão.
Os lábios que se tocam.
A corda que se parte.
Os olhos que se encontram.
A gota que transborda.
Um segundo...
A bala que deixa a arma.
A faca que fura a pele.
O sangue que estanca.
A veia que se rompe.
O respirar que se suspende.
As mãos que se roçam.
Os peitos que se apertam.
O corpo que convulsiona.
Um sonho que se acaba.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Petit Noir
No escuro não existem regras.
Dentes, carne, sangue.
No escuro as vozes ecoam alto.
"Quando se atravessa uma parede, nem mesmo a parede se dá conta disso"
Dentes, carne, sangue.
No escuro as vozes ecoam alto.
"Quando se atravessa uma parede, nem mesmo a parede se dá conta disso"
Valsa em Um Tempo
Eles dançam, dançam, dançam.
Dois amantes numa praça escura.
Dois velhos embriagados.
Duas criadas entediadas.
Dois homens com facas nas mãos.
Duas mulheres com plumas no coque.
Dois cães raivosos.
Dois sorrisos desdenhosos.
Dois copos vazios.
Ridículos, absolutamente ridículos.
Dois amantes numa praça escura.
Dois velhos embriagados.
Duas criadas entediadas.
Dois homens com facas nas mãos.
Duas mulheres com plumas no coque.
Dois cães raivosos.
Dois sorrisos desdenhosos.
Dois copos vazios.
Ridículos, absolutamente ridículos.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Teu
MALDITO!!
Por que me enfeitiçaste com esses teus olhos devassos se não querias amar?
Bem sei quanto desejo me revelaste. Acaso brincas com meu peito oco? Não me olhe com esses olhos ávidos se não me deseja arrancar a pele com os dentes!
Vá embora! Deixe meu pensamento em paz! Livre-me da tua lembrança vil!
Odeio-te por amar-te.
Onde está a cura dessa doença senão em teus lábios de demônio?
Eu juro! Um beijo, e minha alma será tua!
Apenas um, e me terás para todo o sempre...
Amém
Por que me enfeitiçaste com esses teus olhos devassos se não querias amar?
Bem sei quanto desejo me revelaste. Acaso brincas com meu peito oco? Não me olhe com esses olhos ávidos se não me deseja arrancar a pele com os dentes!
Vá embora! Deixe meu pensamento em paz! Livre-me da tua lembrança vil!
Odeio-te por amar-te.
Onde está a cura dessa doença senão em teus lábios de demônio?
Eu juro! Um beijo, e minha alma será tua!
Apenas um, e me terás para todo o sempre...
Amém
sábado, 11 de dezembro de 2010
Brincadeira
Debaixo da cama.
Atrás da cortina.
Dentro do armário.
Nos bueiros,
Nas gavetas,
Dentro do bolso,
Atrás da porta.
Acostume-se,
Os olhos fogem.
Atrás da cortina.
Dentro do armário.
Nos bueiros,
Nas gavetas,
Dentro do bolso,
Atrás da porta.
Acostume-se,
Os olhos fogem.
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